Banco da Família alcança marca de R$ 1 bilhão em recursos liberados

Dinheiro para empreendedores de micro e pequeno porte, saneamento básico e reforma ou construção de residências beneficiou mais de 1,3 milhão de pessoas

Maior instituição de microfinanças da Região Sul e uma das maiores do Brasil, o Banco da Família atingiu em abril um marco importante em duas décadas de atuação: R$ 1 bilhão de recursos emprestados em quase 400 mil operações de crédito, a maior parte para investimento em negócios de micro e pequeno porte. Presente em 164 municípios dos três estados do Sul, a organização concedeu empréstimos que beneficiaram mais de 1,3 milhão de pessoas.

“Este é um número muito significativo para todos nós. Por meio desses recursos conseguimos impactar muita gente. Inúmeros empreendedores puderam impulsionar seus negócios de micro ou pequeno porte e gerar empregos e renda para famílias que enfrentam dificuldades”, diz Isabel Baggio, uma das fundadoras e atual presidente da instituição.

Boa parte dos recursos emprestados para clientes de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Paraná foi utilizada em microcrédito, linha de crédito voltada a capital de giro ou investimento para empreendedores de pequenos negócios. O restante foi diluído em diversas outras linhas de crédito, como reforma, saneamento e construção de casas populares. Entre os beneficiários das operações há grande número de informais e até indivíduos que não têm acesso ao sistema bancário tradicional. “O Banco da Família foi criado em 1998, quando a região do planalto serrano catarinense enfrentava sérios problemas econômicos, e desde então buscamos dar oportunidades para quem mais precisa”, explica Isabel Baggio.

No segmento de reforma e construção, o número de clientes registra forte alta. “A pandemia forçou as pessoas a ficarem mais tempo em casa – e quem fica em casa procura melhorar o espaço onde vive. Então ajudamos as pessoas na reforma da casa, na construção do banheiro ou mesmo na aquisição de uma casa nova”, afirma Isabel.

Fundada em 1998, com sede em Lages (SC), a instituição liberou 72,53% dos recursos para os catarinenses. Os gaúchos, que contam com unidades do Banco da Família desde 2005, respondem por 26,40% do total de empréstimos concedidos. No Paraná, a instituição começou a operar apenas em 2018, mas já passa por um forte processo de expansão.

Como Organização Social de Interesse Público (Oscip), o Banco da Família investe na própria instituição todo o lucro e busca parcerias que promovam o desenvolvimento de áreas mais vulneráveis. É o caso da Water.Org, ONG americana que investe em projetos de saneamento em vários países.

Com apoio da organização, o Banco da Família já investiu mais de R$ 22 milhões em projetos que melhoram as condições sanitárias de famílias nos três Estados do Sul. “Em 2021 vamos apoiar os empreendedores na retomada da economia e fortalecer a atuação na área de saneamento. Queremos contribuir para melhorar a posição do Brasil no ranking do saneamento básico, que ainda é tímida”, disse a presidente da instituição.

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