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21/09/2015 - Autorregulação avança no Brasil

Autorregulação avança no Brasil

A participação de diretores da Abcred no 7º Fórum Internacional dos Bancos Comunais, realizado em La Paz, na Bolívia, de 19 a 21 de agosto, representou mais uma etapa nos processos de implantação da autorregulação do sistema brasileiro de Microfinanças e da criação de redes entre as entidades de microcrédito.
Doze países participaram do fórum, incluindo Estados Unidos e Inglaterra, para analisar o desenvolvimento das microfinanças e dos bancos comunitários e comunais nos diversos continentes, um sistema que está em expansão no mundo.
A realização do fórum na Bolívia teve um significado especial, pois esse país, ao lado do Peru, tem os melhores ambientes para as microfinanças no mundo, de acordo com o Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin), entidade vinculada do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento. O Brasil ocupa a 14ª colocação.
Além de participar das atividades do fórum, a delegação brasileira teve dois encontros especiais, um com Marcelo Zabalaga, presidente do Banco Central boliviano, e Oswaldo Irusta, chefe do Departamento de Análise de Gerência de Entidades Financeiras do BC, e outra reunião com os diretores da Autoridade de Supervisão do Sistema Financeiro (ASFI) boliviano.
“Conhecer o Banco Central da Bolívia e a ASFI permite a gente aprofundar os conhecimentos para desenvolver uma visão capaz de atender os 21 milhões de microempreendedores brasileiros”, disse Hermes Bomfim Filho, presidente da Abcred.
Ele comentou que o sistema financeiro nacional e sua estrutura de supervisão são incompatíveis com a inclusão financeira e a distribuição de renda.
“Para termos um ambiente brasileiro de microfinanças forte necessitamos desenvolver os modelos de Oscips de Microcrédito e de cooperativas solidárias, além de descentralizar o capital financeiro público e privado”, avaliou.
Sistema financeiro boliviano é formado por instituições microfinanceiras
O presidente do BC boliviano, Marcelo Zabalaga, disse que o microcrédito é um instrumento muito importante na luta contra a pobreza, mas os bancos centrais latino americanos não têm prestado o devido apoio para sua expansão.
O diretor da Abcred, Almir Pereira, disse que a experiência boliviana de microfinanças é múltipla, composta por ongs, instituições financeiras de desenvolvimento e instituições microfinanceiras privadas.
“Eles detém o protagonismo das microfinanças na América Latina e Caribe. Esperamos que esse intercâmbio com o Banco Central boliviano não se limite apenas à nossa entidade, mas que alcance outras entidades e instituições, entre elas o Banco Central do Brasil”, disse.
O sistema financeiro da Bolívia não possui grandes bancos como aqui no Brasil, mas é formado por uma enorme quantidade de instituições microfinanceiras que cuidam do microcrédito popular, da poupança, educação financeira e outros serviços.
No encontro com a ASFI, a delegação brasileira conheceu a experiência do processo de regulação das microfinanças bolivianas, uma vez que a Abcred, em parceria com o BNDES e a Rede Seep, está desenvolvendo projeto de implantação da autorregulação do sistema microfinanceiro brasileiro.
“Autorregulação é o nosso maior desafio. A definição de regras de atuação das instituições microfinanceiras é fundamental para chegar aos milhões de empreendedores brasileiros ainda carentes de investimentos adequados ao tamanho e tipo de negócio desenvolvidos”, comentou.
A delegação brasileira estava formada pelo presidente d Abcred, Hermes Bomfim Filho; o vice presidente José Jacó Pivetta; o diretor administrativo Almir da Costa Pereira; o diretor financeiro Cristiano Mross, e Fábio Maschio Rodrigues, do Banco do Povo Crédito Solidário de Santo André.

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